(para Bárbara, no tempo de minhas retinas)
Pensei numa canção
Dessas de encantar tigres e pedras
Perdi-me dentro de meu cálice
O copo de fel das palavras belas
Ditas em vão.
Elas eram as dançarinas que eu menino
Nada significava. Era apenas uma dança.
Os corpos incitavam a natureza e o soneto
De poetas em gestação, para quem mais tarde
Árvores e pedras emitiam estribilhos e cançonetas.
O maior poema de todos os tempos estava ali inscrito
E jamais será produzido, enquanto houver lábios
E uma boca morna mas tímida sob o amor que ela me oferece.

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