Carlos e Sônia viram uma reportagem na televisão a respeito de Negrinho, que havia sido detido pela Polícia, depois de assaltar uma idosa na rua. O menino tinha 12 anos e um histórico de pequenos furtos no centro da Cidade, algumas passagens pela Delegacia de Menores, além de violência contra outros infratores de sua idade, inclusive com arma branca. O pai foi preso por homicídio. A mãe morreu de AIDS, depois de uma vida entregue à prostituição. Declarava a Negrinho que ele foi "chocado"de um desses homens anônimos.
Quando Carlos e Sônia conheceram o menino, ficaram com muita pena dele e resolveram fazer algo para ajudá-lo. Acreditavam na redenção das pessoas, quando as entregavam a um ambiente de muito amor e compreensão. Depois de muito conversar, resolveram adotar Negrinho. Os parentes contestaram e tentaram dissuadi-los da ideia.
— Esse menino é carne estragada, não tem mais solução.
— Se fizerem uma besteira dessas, ele vai assaltar a casa de vocês na primeira oportunidade.
O casal não aceitava os preconceitos da família. Os amigos fizeram coro aos parentes, mas o mundo parecido virado de pernas para o ar nos valores, não entrava na consciência ideológica dos dois.
Procuraram a Justiça e declararam sua vontade de adotar a criança. Permitiram a visita ao menino na Instituição para Menores Infratores, conheceram Negrinho pessoalmente e lhe deixaram à par de suas intenções. Negrinho aceitou a ideia e quis ir com eles, quando pudesse sair dali. Muitos trâmites depois, Carlos e Sônia foram buscar Negrinho e o levaram para casa.
Dois dias morando naquele lugar, Negrinho partiu, levando consigo tudo o que podia carregar do casal que o chamava de filho.
Moral da história: “Do ponto de vista de um ingrato, uma má ação é sinal de gratidão...”
Veja a explicação da técnica aqui.
Moral da história: “Do ponto de vista de um ingrato, uma má ação é sinal de gratidão...”
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