Recentemente assisti em um programa de televisão uma reportagem sobre técnica de memorização chamada Palácio da Memória (veja-se exemplo aqui). É também chamado "Método de Loci" (lugar em latim). O modo como se usa imagens espaciais relacionadas a situações ilógicas ou nonsenses me chamou tanto a atenção, que resolvi testá-la como técnica literária.
A técnica principia por um brainstorm e é aplicada a situações narrativas, envolvendo descrições e desenvolvimentos de cenas, personagens, cenários, objetos e situações.Consiste em criar, a partir de um tema, tudo o que será desenvolvido na história, do começo ao fim. Naturalmente, como Literatura também é fruto de certo delicioso acaso (ou "inspiração", como chamam os puristas), o desenvolvimento do texto em palavras cumpre a criatividade natural da arte de narrar e da habilidade de juntar imagens coerentes do seu autor.
Pois bem. Seguindo o exemplo do diagrama "espinha de peixe" abaixo, do brainstorm, com setas apontando causas e efeitos de cada etapa, desenvolve-se os elementos do texto e suas possibilidades com as mesmas setas, em um planejamento primário da narrativa.
O que sugiro pode ser percebido neste outro diagrama:
Em seguida, aplicaremos o Método de Loci ao contrário, selecionando todos os elementos elencados no diagrama espinha de peixe e somando-os a uma série de lugares não mais de nossa invenção, mas de nossa memória. Pessoas reais que usaremos de inspiração para as da narrativa; bem como cenários, situações, cenas de que fomos testemunha ou assistimos na televisão etc.
Em breve produzirei um conto e exibirei aqui.


Deixo claro que isso não é uma fórmula para escrever grandes textos. É a sensibilidade do escritor e sua habilidade com a linguagem que faz do texto um modo único de diálogo com a realidade. Portanto, a técnica é um princípio (que pode ser um desafio gostoso para o escritor, além de inspirador por si só), não o elemento principal.
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