Poema

Cada dia mais detesto
Se indefeso torpe nauseabundo
Cada dia mais (in)cautelosa vontade
De dispersar o escudo as armas o argumento
E tocar com mãos nuas sem sabre nem códigos
De quinhentas mil chaves
Escudo brasão e honra
Apenas com estas mãos trêmulas
Estes pés trôpegos ébrios tortos
Essa mudez tagarela essa tosse esse pigarro
Essa boca silenciosa lançada nos ventos
Esse pedido essa prece esse desânimo
Mãos duras plantadas na safra das tuas:

Em que rincão semeei o amor?

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